Vacinação 
 
 

Prevenir o Tétano

O tétano apresenta-se como uma doença neurológica muito grave, cuja principal prevenção é a vacina. Provocada por uma bactéria (clostridium tetani), é frequente encontrá-la no solo, no pó, em metais ferrugentos e nas fezes de alguns animais. Assim, o tétano contrai-se, principalmente, através de feridas perfurantes provocadas por pregos, ferramentas agrícolas, espinhos e farpas de madeira.

O período em que a bactéria permanece no organismo, sem que haja qualquer alteração, pode variar entre 3 a 21 dias, dependendo do local em que se encontra.

A descoberta do tétano no organismo é possível, essencialmente, através de sintomas que o utente apresenta, sendo muito importante que seja detectado o mais cedo possível, de forma a conseguir controlar a doença rapidamente.

Embora a maioria da população desconheça, o tétano apresenta sintomas que provocam muito sofrimento e, em casos mais extremos, a morte. Neste sentido, os sintomas mais frequentes da doença são uma contracção muscular dolorosa, designada por «trismo». Esta afecta, sobretudo, os músculos da mandíbula (boca) e do pescoço. Com o evoluir da doença, esta rigidez avança para a barriga e para as extremidades, como as mãos e os pés. Tais contracções musculares poderão impedir a expansão do tórax e dos músculos necessária à respiração, provocando asfixia e/ou paragem cardíaca e, consequentemente, a morte. Devido à força das contracções, o corpo fica deformado e paralisado, ficando o utente consciente até à morte. A mortalidade é de 50%.

De forma a prevenir esta doença potencialmente mortal, recomenda-se à população que se vacine.

A vacina contra o tétano deve ser administrada de 10 em 10 anos (desde que tenha o esquema adequado), pelo que o tempo dispendido não é significativo e as vantagens são enormes.

A vacina é gratuita, podendo ter acesso à mesma no centro de saúde.